José Carlos Cosenzo Filho, Advogado

José Carlos Cosenzo Filho

Jundiaí (SP)
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Lindolpho Amaral, Bacharel em Direito
Lindolpho Amaral
Comentário · há 9 anos
Acredito que seja um tema ligado a um cenário mais amplo. Assim como a prisão envolve toda uma discussão sobre o crime e a ressocialização, a internação compulsória é apenas uma parte de um debate sobre o vício e a recuperação do usuário. Em muitos casos a internação compulsória é a melhor, senão a única, forma de levar o usuário ao tratamento, com fim a promover uma maior dignidade de vida para o drogadito. Há ainda o desejo por parte da sociedade de se ver "livre" do dependentes químicos. Assim a internação compulsória é um remédio momentâneo para a situação, devendo ser usada, ao meu ver, como meio e não como fim. A intenção não pode ser somente tirar do meio social os dependentes químicos, mas sim servir como última opção para dar início a um tratamento que de fato promova condições para que o internado se livre do vício. O vício é sempre uma vontade interna do sujeito e não vai desaparecer pela simples internação. Não pretendo adentrar nesse ponto por não ser qualificado para propor soluções para o vício. Somente reforço que devem haver medidas que evitem a dependência - deixando clara minha não concordância com o atual modelo de guerra às drogas - e tratem os já dependentes para que possam levar uma vida normal, independente de livrar-se do vício ou de somente mantê-lo sob controle. Em síntese, sou a favor da internação compulsória como medida de exceção para os casos extremos, e desde que acompanhada por recursos que promovam a real eficácia da internação.
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